Uberlândia – Direção do Sindpol/MG se reúne com a chefia da PCMG

19 de dezembro de 2017

O presidente do Sindpol/MG, Denilson Martins; o diretor jurídico, Geraldo Chaves e o diretor administrativo, José Maria de Paula “Cachimbinho”, se reuniram, nessa terça-feira (19/12), com o chefe em exercício da Polícia Civil, Dr. Rogério de Melo Franco, na busca das providências acerca da medida que resultou na prisão, condução indevida e encarceramento de dezenas de policiais civis de Uberlândia, Pouso Alegre, Araguari e Belo Horizonte, na intitulada Operação Fênix, do MP local. Usando de agentes não legitimados para investigação criminal.

O chefe em exercício da Polícia Civil, informou aos dirigentes sindicais, que tão logo tomou conhecimento dos fatos cuidou de determinar o envio da autoridade correcional competente, que é o Corregedor Geral, Dr. Gustavo Adéli, que embarcou em aeronave da Corporação para o local dos fatos. Acompanhou o corregedor a procuradora, Dra. Kátia Regina, da corregedoria do MP, para também acompanhar de perto o desenvolvimento dos fatos.

O representante da Administração Superior, também salientou que ao contrário do início das investigações, que se deram no ano passado, sob esses fatos, a Corregedoria e o Conselho Superior da Policia Civil, em nenhum momento foi acionado, o que causa estranheza, mas que todas as medidas necessárias já estão sendo tomadas nesse sentido para uma apuração isenta e detida dos fatos.

O presidente do sindicato ponderou com o Dr. Rogério o absurdo dessas medidas, pois ainda no ano passado, quando foi efetuada as primeiras prisões, a direção do Sindpol/MG se fez presente, apontando excessos e inadequações na condução das investigações, até mesmo pela própria Corregedoria. Naquela oportunidade puderam reunir com os dois promotores da curadoria do patrimônio público e do controle externo da atividade policial, dos quais se comprometeram em observar a legalidade das ações, fato que hoje se afigura controverso.

Os dirigentes sindicais agradeceram as informações prestadas e solicitaram empenho da Administração Superior da Polícia Civil em cobrar do MP e dos órgãos do sistema de Segurança Pública e Justiça Criminal, o necessário respeito às prerrogativas de cada órgão e a observância das disposições legais da competência de cada um, para que não se pratique e se perpetre injustiças, ilegalidades de difícil e impossível reparação.

Direção do sindicato se desloca para Uberlândia

Denilson Martins informou ao chefe que já determinou, na manhã dessa terça-feira (19/12), a diligência in loco do diretor do jurídico, Geraldo Chaves, com os respectivos advogados e do diretor do interior, inspetor Mário Antônio, para prestar a necessária e competência assistência jurídica e sindical a todos os policiais filiados envolvidos, dado a gravidade da situação.

O presidente também concluiu que já está agendando uma reunião com o Procurador Geral de Justiça para também solicitar mais transparência e critério nas operações envolvendo o controle da atividade policial.