Caso de Uberlândia – Sindpol/MG se reúne com a cúpula do Ministério Público de Minas

28 de dezembro de 2017

O Sindpol/MG, juntamente com o Sindepominas, se reuniram hoje (28/12), com a Procuradoria Geral do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), com Administração Superior e Corregedoria da PCMG, para tratar acerca da Operação Fênix, realizada na semana passada, pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), na cidade de Uberlândia.

As duas entidades de classe repudiaram a operação, no sentido de ferir o artigo 48, da LOPC 129/2013, desrespeitando as prerrogativas dos ocupantes de cargo policial efetivo. Os dirigentes sindicais enfatizaram que a Corregedoria da Polícia Civil não estava ciente da Operação.

Segundo o presidente do Sindpol/MG, Denilson Martins, não se pode esconder a realidade do que acontece em casos de servidores que desrespeitam a Instituição parceira. “Temos que ter procedimento padrão, afim de evitar injustiça e usurpação de função. Questões pessoais não podem, nem de perto, serem misturadas com questões Institucionais. Deve-se respeitar a honra, a convivência harmônica e a integração das Instituições”, afirmou.

“Situações como esta precisam de uma resposta imediata, para se manter a honra das Instituições. Este fato de desvio de função pode comprometer o andamento dos trabalhos em conjunto das Instituições de Justiça, a qual deve ser tratada de maneira equânime, que a balança não tenha preferências. As Instituições são maiores que as pessoas.”, disse Marco Antônio Lobo, presidente do Sindepominas.

O Chefe de Polícia, Dr. João Otaccílio, disse que diante do que ocorreu em Uberlândia, ele sugere uma força tarefa com as corregedorias do MP, da PC e da PM.

“Procuramos estar presentes em Uberlândia após o ocorrido, agimos com o intuito de amenizar a situação. Não participamos da Operação Fênix porque não tínhamos conhecimento, o que é estranho, pois em todas as demais etapas da operação, a Corregedoria da PC participou dos atos, inclusive efetuando dezenas de prisões”, afirmou Dr. Gustavo Adélio Lara Ferreira, Corregedor Geral da Polícia Civil.

De acordo com o chefe de gabinete da Polícia Civil, Dr. Bruno Tasca, criou-se uma crise nunca vista na história da PC. “Um ato isolado, duro golpe dado na nossa Polícia Civil. A Instituição não compactua com desvio de conduta, o problema foi a forma como foi feita a Operação Fênix. O Conselho da PCMG se reuniu e decidiu oficiar todas as autoridades competentes, deixando claro o iminente rompimento de integração entre as Policias Militar e Civil, após o fato de Uberlândia”, concluiu o delegado.

Após ouvir atentamente os presentes, o procurador geral de Justiça do MPMG, Dr. Sérgio Tonet, disse que é necessário harmonia entre as Instituições, tendo prudência para se buscar um caminho diante dessa situação. “Vou avaliar as ponderações plausíveis feitas aqui, nesta reunião. Temos que ter cautela diante de situação de tamanha proporção, sem precipitações, pois há todo um contexto para chegar aos fatos ocorridos. Estou reunindo com várias autoridades afim de apurar as ações das Instituições envolvidas na Operação Fênix. Precisamos manter a harmonia entre as Instituições, para manter as prerrogativas de cada uma. Nossa intenção é de conservar este trabalho entre as Entidades”, ponderou.

Dr. Sérgio Tonet, respondendo a indagação do presidente Denilson Martins, se comprometeu em dar resposta efetiva das decisões do órgão tão logo retorne do recesso de fim de ano.