SINDPOL/MG
denuncia déficit de agentes e racionamento
de energia em Juiz de Fora
Repórter:
Renata Brum
O déficit de policiais civis lotados na 1ª
Delegacia Regional foi denunciado pelo Sindicato
dos Servidores da Polícia Civil (Sindpol)
Regional Zona da Mata, ontem, dia 12, à imprensa
local. Após uma série de ofícios
enviados às autoridades municipais e estaduais
revelando o problema desde 2007, a diretoria decidiu
expor a situação à comunidade,
principalmente após a formatura recente de
agentes pela Academia de Polícia (Acadepol),
em Belo Horizonte. Dos 691 formados, nenhum foi
designado para Juiz de Fora.
"Temos cerca de 25 a 30 agentes trabalhando
nas investigações e diligências,
Juiz de Fora é uma cidade com cerca de 600
mil habitante e deveríamos ter muito mais
agentes. Nossa defasagem chega a 100 homens",
disse o diretor do Sindpol Zona da Mata, delegado
Marcelo Armstrong.
Diretor financeiro do Sindpol Regional, Gustavo
Toledo Vaz de Mello, ainda ressaltou: "A maioria
dos agentes estão em funções
administrativas, e a falta deles nas ruas atrasa
a apuração de crimes e prejudica a
sociedade, porque cria a sensação
de impunidade." Ele questiona por que regiões
metropolitanas como Contagem e Betim receberam 81
policiais, Ipatinga, no Vale do Aço, ganhou
46 policiais, e Uberaba, no Triângulo Mineiro,
recebeu 27. "Por que essas cidades tiveram
essa quantidade e Juiz de Fora nenhum? Belo Horizonte
entende que temos gente suficiente, só que
temos uma situação peculiar, porque
estamos na fronteira com o Rio de Janeiro. O município
está crescendo e continua sendo tratado como
interior. Todo mundo fala que aqui é seguro,
mas uma hora isso pode mudar"
Segundo Armstrong, cerca de 50 policiais se aposentaram
no município. "Onde está essa
reposição? Para a Organização
Internacional do Trabalho (OIT), deveríamos
ter um policial para cada mil habitantes, ou seja,
600, mas não temos nem 200. Além disso,
a maioria não exerce a atividade fim da polícia,
que é a investigação. Cerca
de 20% no estado estão afastados por problemas
de saúde, muitos deles causados pela sobrecarga
de trabalho."
O diretor suplente do Sindpol, Ribamar Barra, também
lembrou que o déficit de agentes atrasa a
conclusão dos inquéritos e as diligências
solicitadas pela Justiça. Também ontem,
o delegado Marcelo Armstrong informou: "Vou
oficiar o delegado regional para saber o que está
acontecendo." O sindicato também pretende
entrar na Justiça contra jornadas de trabalho
abusivas, superiores a 40 horas semanais. "No
IML a escala tem sido feita de 24 por 48 horas,
o que é ilegal." A expectativa é
que a próxima turma da Acadepol, que deverá
formar 700 agentes em abril, tenha designações
para Juiz de Fora.
Em nota à imprensa, a assessoria da Polícia
Civil informou somente que: "A integração
operacional das polícias Civil e Militar,
conforme a política de segurança pública,
trouxe resultados positivos nas taxas de criminalidade
violenta para o município de Juiz de Fora,
de acordo com o Boletim de Informações
Criminais editado pela Fundação João
Pinheiro.
No período de julho a setembro de 2009, comparado
com o mesmo período de 2008, a redução
nos índices de criminalidade violenta foi
de 17,85% e a do número de homicídios
de 50,6%. Os homicídios sofreram redução
de 28% nos nove primeiros meses de 2009 no comparativo
com o período de janeiro a setembro de 2008.
Notícias da imprensa
de Juiz de Fora:
Ação
judicial busca condições legais de
trabalho para PC
Cidade
não recebe novos policiais civis

Os Diretores do SINDPOL/MG -
Regional Zona da Mata: Gustavo Toledo, Marcelo Armsrong
e o diretor suplente Ribamar Barra reunidos com
os representantes da imprensa de Juiz de Fora.
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