Crise na Segurança: Reunião Extraordinária da Diretoria do Sindpol/MG, Conselho deliberativo e filiados, acerca de assuntos de interesse da categoria

5 de abril de 2016

A diretoria executiva do Sindpol/MG se reuniu na última segunda-feira (04/04) com os membros da direção, titulares e suplentes e das demais lideranças filiadas. Infelizmente os policiais civis que muito cobram nas redes sociais não compareceram na reunião, para discutir os pontos principais da pauta e o que os mesmos tanto “reclamam” pela internet.

No início da reunião Denilson Martins comunicou aos presentes que estava ali como filiado devido a sua desincompatibilização e afastamento temporário do cargo de presidente do Sindpol/MG, para disputar a eleição de vereador desse ano, assim como demais diretores do sindicato e tantos outros membros da Corporação que se dispuseram a atender ao apelo da categoria e das comunidades nas quais estão inseridos. Nesse sentido, quem assume o cargo de presidente do Sindpol/MG é o vice-presidente Antônio Marcos Pereira (Toninho “Pipoco”).

Após comunicar o seu afastamento e a sua presença como filiado, Denilson Martins pediu a palavra para dizer que é necessário sim, conversar com o Governo acerca da saída do secretário da SEDS Bernardo Santana, porque o Executivo Estadual não comunicou a saída do então secretário da Defesa Social, assim como também não conversou com os sindicatos que representam a Segurança Pública quando Bernardo Santana assumiu a pasta. Dessa forma, o Governo pode cometer o mesmo erro do início do ano passado, é necessário colocar alguém nessa pasta, tão importante, que realmente entenda e vivencie os problemas da Segurança Pública de nosso Estado.

O presidente do Sindpol/MG Antônio Marcos Pereira (Toninho “Pipoco”), agradeceu a presença de todos e disse que infelizmente era para a reunião estar bem cheia, mas que infelizmente as pessoas preferem se “esconder” e reclamar atrás de um teclado, ao invés de comparecer às reuniões para discutir os assuntos de interesse da categoria, para que todos cheguem a um acordo.

Antônio Marcos Pereira também falou a respeito do PLC 257, e disse que é para os policiais civis e todos os servidores públicos, se preocuparem com essa matéria, porque a mesma, se for aprovada, congelará os salários, haverá suspensão e supressão das progressões. Por esse motivo saiu ontem (04/04) uma caravana para Brasília, para procurar o relator da proposição e o presidente da Câmara dos Deputados, para que o PLC 257 saia da pauta de votação. O presidente do Sindpol/MG reiterou a importância da união dos policiais civis, bem como de todos os servidores públicos na luta contra esse projeto.

Os demais membros da direção do Sindpol/MG se posicionaram contrários ao PLC 257 e falaram que é necessário que a base leia esse projeto, que já foi amplamente divulgado no site do Sindpol/MG e nas redes sociais, para dimensionarem o problema que todos os servidores públicos no Brasil vão enfrentar caso o mesmo seja aprovado. De acordo com Edychard Gomes Soares, diretor seccional de Montes Claros, “não adianta a base achar que vai acontecer milagre, temos que lutar pelos nossos direitos, por tudo que conquistamos, da maneira que foi proposto o PLC 257 vamos perder anos de conquista”.

Segundo Denilson Martins, é necessário que todos saiam da zona de conforto. “Precisamos ir para o embate, queimar caixão em Brasília, na Praça dos Três Poderes, como já fizemos, para assim sermos ouvidos, porque esse projeto não pode ser aprovado. Temos que nos juntar com os demais dirigentes sindicais. A Intersindical está unida e vai a Brasília tentar barrar esse projeto absurdo, que quer ferir os nossos direitos. O assunto é muito mais grave e sério do que se imagina, pois hoje temos uma configuração conservadora do Congresso Nacional, muito mais tendente a precarização das relações de trabalho, pois é em sua grande maioria composta de patrões e representantes do capital, e temos um cenário de crise política onde o Poder Executivo não detém as rédeas e o comando do país, estando portanto fragilizado para fazer frente a qualquer proposta que represente um retrocesso institucional e social para a classe trabalhadora”, afirmou Denilson.

Outro ponto discutido na reunião, seguindo a pauta de convocação, é acerca da grave crise financeira no Estado, que resultou no parcelamento e escalonamento de salários. Denilson Martins falou a respeito da reunião com o secretário da Seplag Helvécio Magalhães, no dia 29/03, em que o secretário apresentou a grave crise financeira do Estado de Minas Gerais, com queda de arrecadação, mas que o Legislativo e o Judiciário continuam recebendo no 5º dia útil, mesmo sendo constatado queda sensível na arrecadação e na atividade produtiva e industrial do Estado, atingindo em cheio as contas e a folha de pagamento do Governo.

O presidente Antônio Marcos Pereira (Toninho “Pipoco”), disse aos presentes que o cenário político no Brasil não está fácil e realmente o Estado não tem dinheiro. “O Governo abriu as portas para os sindicatos e expôs a situação dramática que vive Minas Gerais. Vejo que, enquanto não mudar a situação política no Brasil, a crise financeira continuará da mesma maneira”, afirmou o presidente.

Antônio Marcos Pereira (Toninho “Pipoco”), sugeriu uma reunião ampliada com representantes do Governo e com mais dirigentes sindicais, para definirem as ações para a Polícia Civil.

Durante a reunião da diretoria e de seus filiados, ficou definido que deveriam atender a demanda da base, sendo assim, agendaram uma Assembleia Geral Extraordinária da categoria, para o dia 27/04, local e horário ainda será definido. Os pontos a serem discutidos será o PLC 257, a agenda do Sindpol/MG com o Governo e a situação financeira do Estado, bem como ficará os rumos da relação da categoria perante o Governo.

Também ficou deliberado que a diretoria do Sindpol/MG da capital e do interior estão em “estado de alerta” para possível convocação imediata de manifestação contra o PLC 257.

Sindpol/MG, sindicato ético, forte, de luta e de resultado.