Direção do Sindpol/MG se reúne para avaliação e estratégias contra a Reforma da Previdência e conjuntura Estadual

7 de dezembro de 2016

A direção da capital e do interior do Sindpol/MG, se reuniram na manhã dessa quarta-feira, (7/12), para avaliarem o cenário Estadual e Nacional, bem como as agendas governamentais ofensivas ao conjunto da categoria policial (13º, parcelamento de salário, decreto de calamidade pública financeira e a Reforma da Previdência, apresentada pelo Governo federal).

O presidente Denilson Martins informou a todos das ações que a direção executiva tem feito, juntamente com as demais entidades de classe, especialmente a Cobrapol, falou também das reuniões que tem participado e da realidade do quadro que tem sido apresentado, da necessidade de todos estarmos unidos e alinhados no ponto de vista da informação e comunicação, pois em matéria de política ela muda a cada instante, e foi exatamente isso que aconteceu com a Reforma da Previdência.

Até a noite da última segunda-feira (5/12), tínhamos um quadro no qual as polícias não seriam incluídas na Reforma da Previdência, esse quadro mudou na terça-feira pela manhã, quando apresentaram a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287/2016, na qual todos os direitos adquiridos dos servidores ativos, inativos e pensionistas seriam alcançados.

O presidente falou da necessidade de manter uma mobilização e participação em todos os atos, no sentido de pressionar o Congresso e o Governo Federal, para que integral ou pelo menos parcialmente, os itens dessa proposta sejam rejeitados. No tocante ao cenário Estadual, relatou o que foi discutido e apresentado na manhã de hoje (7/12), na Seplag, onde o secretário de Governo e da Fazenda, apresentaram as razões para  a manutenção do parcelamento do salário  e parcelamento do 13º – transferindo o restante para janeiro e março de 2017. O quadro é crítico e sem perspectiva de melhora.

Denilson Martins também informou aos diretores acerca da conjuntura interna e administrativa, das reclamações que filiados tem feito, no tocante ao atendimento na capital e em algumas regionais, fruto também do aumento da demanda de atendimento jurídico e administrativo sindical. O presidente falou acerca da superlotação na Casa de Custódia e os reflexos que decorrem esse fenômeno, do endividamento do servidor policial e administrativo, o que somado a insatisfação, leva o filiado a solicitar o desligamento, muitas vezes para abertura de margem para contrair empréstimo, o que certamente compromete o planejamento orçamentário e administrativo da entidade, mas que é preciso, com criatividade, e esforço concentrado, oferecer alternativas e melhora nesse atendimento. Denilson disse sobre a necessidade de padronização das ações, na sede e nas regionais, e do sucesso que temos alcançado em várias ações jurídicas no atendimento ao filiado, o que pode parecer um tanto quanto paradoxal, “por mais que se faça sempre e cada vez mais haverá o que fazer”.

Concluída a reunião convocou todos os presentes para participarem do ato e manifesto contra a Reforma da Previdência, às 14h, na Praça da ALMG, evento esse realizado por várias entidades sindicais representativas dos operadores de Segurança Pública. Convocou também os representantes a participarem do Seminário, no próximo dia 12, debatendo o mesmo tema da Reforma da Previdência, a se realizar na Faculdade de Direito da UFMG, evento esse da qual o Sindpol/MG, juntamente com o Sisema, faz parte da organização.

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