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Minas terá delegacia virtual

Quando alguém é vítima de um acidente de trânsito sem feridos ou mortos, perde um documento ou está envolvido em qualquer outra situação que se faça necessária a intervenção policial, a falta de informações sobre quem procurar pode causar transtornos e aumentar a demora dos atendimentos. A primeira iniciativa de quase todas as pessoas é acionar a Polícia Militar (PM), mas nem sempre está claro qual corporação é mais indicada para atender essas solicitações.
 

Para facilitar o Registro de Eventos de Defesa Social (Reds) em ocorrências sem relevância criminal, como o extravio de documentos e acidentes sem vítimas, a Polícia Civil de Minas Gerais vai lançar, ainda neste ano, a Delegacia Virtual. Ela possibilitará que os cidadãos façam esses registros por conta própria, apenas acessando a internet pelo computador, celular ou tablet. Qualquer pessoa, em qualquer lugar do Estado poderá utilizar o serviço.

De acordo com o superintendente de Investigações e Polícia Judiciária de Minas Gerais, Jeferson Botelho, esse recurso vai facilitar a vida de todos e evitará o deslocamento das pessoas que precisam registrar um boletim de ocorrência até uma delegacia em casos mais simples.

A única ressalva que o delegado faz a respeito do serviço é a questão da identidade de quem está redigindo o registro. “Vamos disponibilizar um documento que deve ser assinado pela pessoa para evitar falsidade ideológica e desvio de conduta”, explica Botelho.

O superintendente informou que o projeto já está em fase de implantação, mas ainda não há diretrizes de como será o funcionamento da Delegacia Virtual, nem uma data para que ela possa ser lançada para os usuários. Apesar disso, Botelho garante que ainda em 2014 o acesso já será liberado para a população.

Proposta

Expectativa. Segundo Jeferson Botelho, além de facilitar o acesso ao registro do boletim de ocorrência, a iniciativa da Delegacia Virtual também visa desafogar as unidades policiais do Estado.

Longa espera irrita usuários
Enquanto a Delegacia Virtual não é criada, a população continua a sofrer para registrar boletins de ocorrências. Foi o caso do geólogo Guilherme Prosdocimi, 22, que precisou do documento após um coqueiro cair sobre seu carro.

“Fiquei umas cinco horas para fazer a ocorrência. Foi desgastante”, lamentou. Na edição de anteontem, O TEMPO mostrou que muitas pessoas chegavam a esperar de três a sete horas para registrar uma ocorrência na Central de Flagrantes, na região Leste da capital.

 

Fonte: O Tempo

 
 
 
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