Policiais Civis, Militares, Bombeiros e Agentes Penitenciários aderem à paralisação

19 de outubro de 2016
Foto: Bárbara Barbosa/Sindsisemg

Em deliberação tomada em Audiência Pública, hoje (19/10), na ALMG, convocada pela Comissão de Segurança Pública, para discutir o retorno do pagamento dos salários para o quinto dia útil, a definição de reajuste para a categoria e a garantia da quitação do 13º em dia, as lideranças sindicais da categoria dos operadores de Segurança Pública, insatisfeitos com a atual conjuntura e não atendimentos de pautas, deliberaram por unanimidade, em aderir ao movimento do dia 8 de novembro (convocado na data de ontem (18/10), pela coordenação intersindical).

 A direção do Sindpol/MG, que também participou dessa Audiência Pública, viu com naturalidade esse processo aglutinado, pois a tolerância dos dirigentes e de toda a categoria, já chegou ao seu limite e, é preciso que o Governo busque alternativas dentro e fora do Estado, junto ao Governo Federal, para sanar os efeitos dessa crise financeira e econômica, e ainda melhorar a interlocução e a comunicação com o conjunto do funcionalismo público.

O ápice desse dia de paralisação será na Praça da ALMG, às 14h, do dia 8/11, onde se fará a concentração e deliberações conjuntas sobre os próximos passos do movimento.

Sindpol/MG

Em sua palavra, o presidente Denilson Martins, deixou claro que assim como são justas as reivindicações que motivaram essa Audiência Pública, recebimento do quinto dia útil, respeito a data base de outubro, pagamento do 13º terceiro, também é mais que justa a antiga reivindicação da direção do Sindpol/MG e da PCMG, pela reestruturação e readequação remuneratória dos cargos de 3º grau, pois o próprio código do processo penal não estabelece distinção entre a valoração das provas, tanto a objetiva, quanto a subjetiva tem o mesmo valor, logo não pode ter tratamento diverso Sob o ponto de vista remuneratório os operadores envolvidos na tratativa e produção dessas provas, do investigador, escrivão, dos servidores administrativos, são tão importantes quanto e essenciais, como os peritos e médicos legistas, no processo da investigação criminal.  “Essa reivindicação é uma realidade em todos os Estados brasileiros, e aqui em Minas não pode ser diferente. O Sindpol/MG e a categoria por nós representada, é totalmente favorável a toda e qualquer forma de reivindicação que vise a valorização para os Operadores de Segurança, enfim para todo o funcionalismo público. Isso é próprio do movimento sindical, que luta sempre por valorização; porém o que não se pode permitir é a figura do lobby contrário, de todo e qualquer processo de estagnação ou em detrimento de uma categoria e prejuízo de outra, e nesse sentido a reestruturação e readequação na PCMG, deve vir em bom tempo, e o grupo de trabalho, que está atuando e tramitando essa proposta, deve ser concluída, e o Governo cumprir de forma coerente o seu compromisso de aprova-la, conforme prometido em campanha”, afirmou.

Segundo Denilson Martins, é somente com as vozes roucas das ruas, do movimento sindical organizado, unido e unificado, é que pode-se conquistar e garantir os pleitos. Ele afirmou ainda que não é novo o alerta que foi dado ao Governo logo no início, antes mesmo da posse de Pimentel, e que inclusive, o sindicato foi mal interpretado naquela ocasião, quanto a indicação e construção da atual configuração política da Segurança Pública do Estado, mas que é preciso retomar os caminhos e corrigir a condução. E dia 8/11, é um momento importante de sinalização por melhores negociações do movimento sindical com o Governo, basta ele saber interpretar.