Policiais e servidores da Segurança Pública protestam contra a Reforma da Previdência na ALMG

7 de dezembro de 2016

Na tarde dessa quarta-feira (7/12), conforme prévio agendamento das entidades de classe, um grupo representativo de policiais civis e demais operadores de Segurança Pública, se reuniram na praça da ALMG, com a intenção de protestarem e intensificarem as ações contra a PEC 287/2016, que contém a Reforma da Previdência.

Em sua grande maioria os policiais manifestaram repúdio a aquilo que chamaram de atrocidade com os direitos dos trabalhadores, corte de proventos, reduções de pensões e exploração de trabalho por tempo excessivo para operadores que trabalham sob alta carga de estresse em atividade insalubre, perigosa e de risco de perder a vida.

Em sua explanação os presidentes do Sindpol Denilson Martins e do Sindepominas Marco Antônio de Paula Assis, deixaram bem claro a necessidade da categoria de atender ao chamado das entidades de classe, uma vez que o sindicato sozinho não tem o “condão” de fazer mudar e nem alterar, ou amenizar a dureza desse projeto. O presidente Denilson refletiu que, talvez por dispersão a categoria policial de um modo geral, acabaram negligenciando em não focar com a devida atenção o que estava e está acontecendo em Brasília, mas ainda há tempo de tencionarmos o bastante ao linear da ruptura Institucional para impedir que os efeitos dessa media, que em sua visão é Inconstitucional, alcance de forma mais dura a Polícia Civil e demais Corporações da Segurança Pública. Denilson Martins disse que em Brasília muitas ações de nossas entidades de nível superior, tem sido perpetradas, principalmente através da Cobrapol, mas que é preciso de um maior e real envolvimento dos sindicatos e das categorias de cada um dos 26 Estados e do Distrito Federal. Ele falou que é lamentável a divisão interna não só na Polícia de Minas, mas em todo o país, e isso está tão transparente que facilitou até a manobra do Governo Federal e dos Governos Estaduais, para apresentação dessa PEC em Brasília.

Denilson Martins concluiu sua fala afirmando que tanto o Sindpol/MG como o Sindepominas, e demais entidades, devem sim patrocinar caravanas e movimentos organizados para Brasília ainda na próxima semana, para tencionar pela não aprovação dessa matéria, e é dever de cada policial e servidor, ativo ou aposentado e também pensionista participar, pois o que está em jogo não é só o futuro da nossa profissão e vocação, mas sim o futuro e a manutenção de nossas família, que serão diretamente atingidas e alcançadas por essa famigerada e irresponsável medida.

O dirigente sindical deixou claro que reconhece a legitimidade de todo e qualquer Governo fazer as suas reformas e realizar os seus projetos, plataformas políticas, porém não se pode admitir fazê-lo no “arrepio” da Constituição, das leis vigentes em nosso país, que garantem a sacralidade do direito adquirido e ainda sem qualquer participação efetiva da sociedade e daquelas entidades, organizações ou segmentos que visam atingir. Toda ou qualquer reforma ou medida, uma vez discutida a exaustão, pode se admitir, mas os seus efeitos devem repercutir somente para as gerações futuras, esse é o princípio da reserva legal e da precedência da ordem Constitucional, tudo que esse atual Governo, de forma açodada e unilateral, está desrespeitando.