Precariedade da Central de Comunicação das Polícias

Precariedade da Central de Comunicação das Polícias: Sindpol/MG participou, juntamente com a Comissão de Segurança Pública da ALMG, do debate da ocorrência de trotes e precariedades na Central

Aconteceu na manhã dessa terça-feira (17/11) um importante debate, em Audiência Pública, na Comissão de Segurança Pública, na ALMG, pautando ocorrência de trotes e suas consequências, bem como a precariedades que prejudicam a melhor prestação e serviço por esse importante órgão.

Representantes da PM, PC e Corpo de Bombeiros, fizeram as suas exposições acerca do grau de eficiência do serviço e da incidência dos trotes, que apesar de uma sensível diminuição em razão da aplicação de filtros, ainda continua a comprometer a excelência e pronta resposta do serviço prestado.

O presidente do Sindpol/MG Denilson Martins pontuou a denúncia de servidora, policial civil, lotada no órgão, que no mês passado reclamou da extrema falta de condições e trabalho, o que tem comprometido a saúde e a qualidade do ambiente de trabalho daqueles servidores, sem contar a falta de efetivo e profissional especializado, que não resistindo as péssimas condições acabam sendo transferidos, licenciados ou aposentando por invalidez.

O presidente também destacou a necessidade de se retomar a discussão da transferência do COPOM e CEPOLC para o prédio que foi projetado no bairro Gameleira, desde os preparativos da Copa do Mundo, o que não ocorreu, não ficando também transparente qual foi a destinação dada aos recursos orçados para aquela obra pelo Governo passado. Denilson Martins também falou que em 2013 o Sindpol/MG realizou uma inspeção sindical no prédio da Cepolc, e se depararam com um estado precário de prestação de serviço naquela unidade: equipes incompletas, desrespeito a carga horária limite específica, bem como ao intervalo de descanso e descompressão; presença de animais peçonhentos, insetos, ratos, vetores de doenças, acomodações inadequadas e equipamento com tecnologias ultrapassadas e obsoletas, móveis quebrados e inadequados ao uso, comprometendo à saúde e a integridade física dos servidores, bem como a prestação de serviços com eficiência. E dessas constatações foi gerado um relatório e encaminhado ao Ministério Público do Trabalho, que por sua sorte remeteu à Ministério Público Estadual, também foi informado e oficiado a Chefia de Polícia e a SEDS, naquela ocasião, e que até o presente momento nada foi alterado, nem tampouco resolvido. O que se espera é que essa Comissão de Segurança Pública e o atual Governo, possam interceder e definitivamente equacionar esse grave problema que reflete diretamente no atendimento ao socorro da população em momento de risco, perigo atual e eminente. Denilson concluiu sua fala parabenizando os aguerridos e qualificados profissionais que tem se desdobrado para manutenção possível desse essencial sistema de comunicação e despacho de providência policial, mesmo sem o devido apoio e condições adequadas tem exercido abnegadamente esse mister.