Reflexão do Presidente

O Sindpol/MG é um sindicato assim como os demais, não é o único e também não é ele quem dita as regras do jogo, ele não é culpado pelo fragmentação da categoria. Todo país está passando por uma agenda negativa e isso reflete não somente nos sindicatos, mas também em toda a classe trabalhadora.

O Governo está cortando tudo o que a Polícia Civil conquistou no passado, como o direito de greve. Muitos sindicatos e federações estão demitindo os funcionários e aprovando em Assembleia a venda do patrimônio. Estamos administrando sempre com qualidade e transparência, e mantendo a máquina funcionando e dando resultados. Nenhum sindicato da categoria mostra tantos resultados jurídicos e, político coletivos e individuais, como o Sindpol/MG. Conquistamos as promoções, as readmissão recém publicadas, conseguimos barrar a Reforma da Previdência, somos responsáveis sim, pela iniciativa das mobilizações, como as que defendem a paridade e a integralidade e, os demais ataques contra nossos direitos, estamos lutando.

Temos 4’800 processos ativos defendendo os filiados e não cobramos nenhum adicional por isso. Fechamos várias parcerias que resultam em qualidade de vida aos filiados. Ontem conseguimos mais uma parceria com o SESC, só não fazemos mais porque não podemos. Basta comparar o sindicato com as demais entidades do estado e do país, para ver a diferença.

Não temos um deputado eleito, o que poderia ajudar politicamente nas demandas junto ao Governo. Mas ainda assim o cenário de ação para o Sindpol/MG e todas as entidades que representam os servidores públicos e trabalhadores do setor privado, não está nada bom depois das reformas que foram aprovadas. Em nível nacional as entidades de nível superior – central, federações e confederações – irão fechar as portas, se os sindicatos não buscarem os financiamentos. Sem elas não teremos voz em Brasília, nem nos processos de repercussão geral, como previdência, carreira única, piso nacional, periculosidade, etc., e agora sem o direito de greve, vai exigir cada vez mais de nós, dirigentes, filiados e demais da categoria.

Essa é uma reflexão madura e séria, que temos que fazer daqui pra frente.

Denilson Martins presidente do Sindpol/MG