Reforma da Previdência – Direção do Sindpol/MG intensifica a luta contra a PEC da MORTE

25 de janeiro de 2017

Na sequência das ações e das mobilizações contra a PEC 287/16, que prevê a Reforma da Previdência – onde caçam os direitos da classe trabalhadora, reduz direitos adquiridos e precariza relações de trabalho – o presidente Denilson Martins e demais membros da direção executiva do Sindpol/MG, participaram hoje (25/01), da reunião de lideranças sindicais, convocada pela “Frente de defesa da Previdência Social”, no Auditório do IEPREV – Instituto de Estudos Previdenciários.

Na reunião vários debates foram difundidos por especialistas em direito previdenciário, dirigentes sindicais e lideranças dos movimentos sociais, especialmente a Dra. Lilian Jorge, que é advogada e presidente do Instituto de Defesa Coletiva; também o Dr. Roberto Carvalho Santos advogado, professor, pós-graduado e presidente do IEPREV; Dr. Anderson Avelino, advogado, professor universitário e presidente da Comissão de Direito previdenciário da OAB-MG; Dr. Adriano Tortes presidente do Sindicato dos Servidores Públicos do Meio Ambiente; Diego Leonel e o presidente do Sindpol/MG Denilson Martins.

As lideranças sindicais, em defesa da Previdência Social, preparam ato público no dia 8 de fevereiro, em Brasília, e em todas as capitais. Na capital mineira, várias centrais sindicais, sindicatos, entidades do terceiro setor, estão participando diretamente da coordenação, especialmente o Sindpol/MG, o SINDSEMA, o Instituto de Defesa Coletiva, a Central Sindical Pública, o IEPREV – Instituto de Estudos De Previdência Social e a Comissão de Direito Previdenciário da OAB, estão intensificando este debate contra a reforma da previdência.

O presidente do Sindpol/MG Denilson Martins, falou da importância de todos os segmentos que envolvem o serviço público, a defesa da previdência pública e dos institutos de previdências. Ele afirmou que é de fundamental importância que este debate seja difundido, porque há uma desinformação institucionalizada por parte do Governo Federal, que tenta maquiar os números e incutir a falsa mensagem para a população, de que previdência dá prejuízo e que o rombo tem como principais culpados os aposentados, o que não é verdade. Na fala dos especialistas ficou claro a necessidade que se faça uma auditoria nas contas da Previdência Social, coisa que até o presente momento não foi feita, e também um debate público sobre o assunto. A Reforma sendo feita a “toque de caixa”, na forma que está, tenta encobrir as malversações e desvios de finalidade praticados até hoje por sucessivos governos. A vinculação das contas da Previdência Social, com benefícios de prestação continuada e políticas sociais do governo, é o que torna o caixa da previdência deficitário.

Assim, é de extrema importância que este debate seja amplamente difundido não só com a classe trabalhadora, mas com toda sociedade civil organizada.  Os dirigentes sindicais e especialistas falaram que é imprescindível ter uma mobilização social considerável no dia 8/2, não só em Brasília, aonde as Centrais Sindicais, as Confederações, as lideranças dos serviços públicos se farão presentes, mas também junto à população nas capitais, onde está previsto diversos atos contra a Reforma da Previdência.

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