Sindicato na luta contra o assédio moral

22 de fevereiro de 2016

Na tarde dessa sexta-feira, (19/02), o diretor de mobilização e formação política sindical, Wellington Kalil apresentou ao presidente Denilson Martins o relatório final conclusivo da denúncia de assédio moral, formulada pela direção sindical de Bom Despacho, Centro Oeste de Minas, em defesa de investigadores perseguidos e vitimizados pela inspetoria local. O assunto gerou licença médica e afastamento das atividades laborais dos assediados, o que motivou a realização de uma reunião específica da direção do sindicato com a chefia do departamento, policiais e o delegado regional para discussão da gravidade dessa matéria, no último dia 28/01.

O assunto também foi objeto de audiência de conciliação e julgamento pela comissão da diretoria de recursos humanos do último dia 17/02, chegando a composição de todos os fatos, assim como já havia sido deliberado na reunião do dia 28/01, em Bom Despacho/MG. O referido inspetor foi afastado da gestão de pessoas e comando operacional, se restringindo as funções administrativas. Além de, se retratar aos que se sentiram atingidos pela sua atuação. Foi firmado o compromisso da autoridade policial regional e da chefia de departamento, em acompanhar detidamente o andamento dos trabalhos, na prevenção desse fenômeno no âmbito da administração policial local.

A direção do Sindpol/MG destaca o empenho e a iniciativa da diretoria sindical regional Centro Oeste, a pessoa do Dr. Joaquim Antônio Souza, bem como, da diretora seccional Patrícia Pereira Souto e também do delegado regional, Dr. Carlos Alves Francisco e da chefia de departamento, Dr. Ivan José Lopes, que tiveram a sabedoria de intervir e equacionar o referido episódio, sem necessidade premente da judicialização. Destaca-se também no caso em estudo, o importante papel desempenhado pela diretora de Recursos Humanos, a Sra. Sônia Maria Gualberto e de sua comissão, que de forma exemplar, também soube conduzir a composição e conciliação dos fatos.

A Direção do sindicato atendendo a deliberação da DRH decidiu manter sob sigilo os nomes das partes envolvidas, a título de preservação da imagem. Mas fica o apelo e a convocação do Sindpol/MG para que todo e qualquer filiado ou não, que seja vítima de assédio moral de quaisquer autoridades nas unidades policiais em todo Estado, que procurem o representante do sindicato em sua região, ou, na ausência desse, que se reporte a diretoria executiva baseada em Belo Horizonte, para as necessárias e devidas orientações e providencias que o caso couber.

O assédio moral é crime, adoece, torna o profissional inválido e pode levá-lo a vários processos degradantes e degenerativos, como vícios alcoolismo, drogadição e até a morte (homicídio e suicídio). Não deixe o assédio moral prejudicar o seu ambiente de trabalho, a sua vida profissional, sua saúde ou a de seu colega.