Sindpol/MG e Sindepominas se reúnem com a chefia de polícia e debatem projetos e ações para a categoria policial

25 de Fevereiro de 2016
Reunião Chefe de Polícia
Reunião Chefe de Polícia Cidade Administrativa

Sindpol/MG e Sindepominas se reúnem com a chefia de polícia e debatem projetos e ações para a categoria policial

Na manhã da última terça-feira (23/02), atendendo a convocação da Chefe de Polícia Dra. Andrea Vacchiano, representantes dos dois sindicatos de maior expressão da PCMG, compareceram na Cidade Administrativa para debaterem sobre as últimas movimentações das matérias tangentes ao TCO, bem como o andamento e execução das diretrizes institucionais e planejamento estratégico, estabelecidos pela Administração Superior, a partir da posse do atual Conselho Superior.

A chefe de polícia Dra. Andrea Vacchiano e seu chefe de gabinete Dr. Bruno Tasca, esclareceram as indagações e questionamentos que os dirigentes sindicais fizeram acerca da possível implantação da transferência da competência da lavratura do TCO para a PM, por iniciativa e imposição, através de possível resolução conjunta, do Poder Judiciário e MP, e dos impactos dessa possível medida em nossa Corporação, bem como na dinâmica do sistema de Segurança Pública do Estado.

O presidente Denilson Martins disse que o discurso propagado por lideranças da PM, do MP e até mesmo do Poder Judiciário, é muito bonito e até encantador, mas a aplicação do mesmo, no dia a dia e nas adversidades da realidade mineira é outra história, a nossa prevenção delitiva é um fracasso, e a falta de sintonia no sistema é outro desafio a ser superado, muito se prende, pouca ressocialização e a missão governamental de prover os meios necessários para que a Polícia Judiciária faça repressão qualificada dos delitos que não foram prevenidos pela Polícia Militar são insuficientes para tal, também é insuficiente os meios necessários para essa prevenção, ainda mais em uma realidade de crise econômica, de cortes no custeio e nos investimentos, tão necessários estes para o aprimoramento e eficiência da máquina pública. Em nome do Sindpol/MG o presidente Denilson disse que quer arguir e aprofundar mais sobre essa medida, pois entende que a mesma não terá resultado prático para a sociedade, e ainda poderá, em segunda ênfase, vulnerabilizar direitos e garantias fundamentais aos cidadãos, e ainda precarizar a prestação de serviços das duas Corporações envolvidas nessa experiência, o mesmo conclamou à unidade de ação do Sindepominas, para que essa defesa Institucional seja feito com maior probabilidade de sucesso, e solicita a Chefia de Polícia e o Conselho, que resistam ao máximo a implantação dessa medida na luz do Direito e da legalidade, e que, a título de salutar, municie de informações, dados estatísticos e documentos o Chefe do Poder Executivo, a AGE, bem como essas entidades sindicais, para as providências necessárias a serem tomadas.

Quanto as diretrizes Institucionais, o presidente Denilson Martins, o vice-presidente Toninho “Pipoco” e o diretor Welington Kallil, solicitaram esclarecimentos à Chefe de Polícia acerca da procedência ou não da ameaça indesejada de fusão de cargos de base na Instituição, conforme reclamação feita por investigadores e inspetores em reunião recente ocorrida no departamento de Divinópolis, após exposição do assessor do gabinete Dr. Daniel Barcelos. A Chefe de Polícia, Dr. Bruno Tasca e o próprio assessor da chefia Dr. Daniel Barcelos, esclareceram que em nenhum momento foi tratado nessa reunião qualquer assunto sobre essa medida, e que a mesma não consta nos planos e no planejamento Institucional da Corporação, que tal ilação pode se dever a um mal entendido, quando de sua exposição. Ratificou que o que existe, na verdade, é a proposição e retomada do projeto de delegacia modelo, com métodos, técnicas, práticas mais céleres e eficientes, com foco no estudo de casos e tomada de decisão coletiva, projeto que já funcionou recentemente na antiga sede da delegacia regional Noroeste, e que foi desativada na última gestão. Disse que não há respostas prontas, mas que urge a necessidade de modernizar, e conforme já foi dito, não foi e nem está sendo tratado de nenhuma unificação de cargos e funções de escrivão e investigador, pois assim como os demais cargos, ambos são essenciais e fundamentais no conjunto da investigação, e no trabalho de equipe da PC. Os mesmos se colocaram à disposição das entidades de classe para discussões, esclarecimentos a qualquer tempo e local, pois respeitadas e consideradas as diversidades de nossa Instituição Policial, os projetos de modernização e valorização, com excelência na prestação de serviços não podem parar.

O chefe de gabinete Dr. Bruno Tasca, no cumprimento das atribuições de seu cargo, busca atendimento às demandas das entidades de classe, junto à Administração Superior da PC, e disse que as portas de seu gabinete e o seu telefone celular estão à disposição dos representantes da categoria, e que o tempo é curto para as inúmeras ações que a nossa Instituição merece para melhorar, e nesse sentido conta com a colaboração, contribuições e sugestões dessas entidades.