Sindpol/MG presta informações à Chefia de Polícia e Administração Superior acerca do dia Nacional de Paralisação

16 de dezembro de 2016

O presidente do Sindpol/MG Denilson Martins explicou aos representantes da Administração Superior da PCMG os motivos da convocação da Paralisação Nacional, da necessidade da adesão e compreensão de todos, dada a gravidade do que se está discutindo.

Segundo o sindicalista, sem essa postura fica difícil dar subsídios para a luta nacional das entidades de grau superior pela manutenção e garantia dos direitos. “O jogo político é pesado demais, face a carência de representatividade parlamentar qualitativa pra nos defender a nível nacional”, afirmou. Denilson também lamentou o fato de várias reclamações de colegas que se sentiram intimidados e perseguidos por alguns chefes, na capital e interior, que tentaram pressionar pela não adesão ao movimento, mesmo assim foi considerável a participação de todos.

Na final da tarde de ontem (15/12), o presidente Denilson Martins, despachou com o chefe adjunto da PCMG – chefe em exercício – Dr. Raimundo Nonato e com o Superintendente Geral, Dr. Luiz Flávio Cortá. Denilson informou a Administração Superior da PCMG o diagnóstico do dia Nacional da Paralisação, realizado em Minas e em todos os Estados da União, em protesto à Reforma da Previdência, imposta pelo Governo Federal em detrimento do direito adquirido dos policiais, dentre outros cortes, a referida Reforma prevê também o corte de 50% das pensões pagas aos pensionistas, além de não reconhecer o direito adquirido dos policiais em exercício.

O presidente do Sindpol/MG informou aos representantes da Administração Superior que as razões pelo dia Nacional de Paralisação, tem por finalidade alcançar o direito de todos (investigadores, escrivães, peritos, médicos legistas e delegados), e que por questões de justiça seria de fundamental importância que todos, de forma livre e participativa, aderissem a esse movimento, pois o que está em jogo é a aposentadoria de todos as carreiras da Polícia Civil, enfraquecimento e o esvaziamento da mesma, uma vez que, com as novas regras, não resta outro caminho para quem tem tempo de se aposentar pela regra atual, senão o de optar por sua aposentação – considerando que a PEC 55, recém aprovada e promulgada pelo Congresso Nacional – torna-se inviável a realização de novos concursos públicos, além do congelamento por 20 anos da folha de pagamento, incluindo gratificações, promoções e progressões, um verdadeiro absurdo.

O dirigente sindical deixou claro para a Administração Superior da PC que essa luta tem que ser de todos, é por justiça e valorização que o sindicato conclama a Administração da Polícia Civil, para que tenham o bom senso e reconhecimento, que os policiais que aderiram ao movimento estão o fazendo por interesse de todos, pela Segurança Pública, e obviamente pela prestação de serviço qualitativo para a sociedade.

Estudo

O presidente Denilson Martins também despachou com o chefe em exercício da PC e o superintendente geral, um estudo realizado por pesquisadores filiados ao Sindpol/MG, que visa estabelecer uma nova diretriz operacional base para o processamento das ocorrências e lavraturas dos RED’s envolvendo policiais civis, o mesmo esclareceu que a referida matéria tem sido objeto de muitos conflitos e arguições de representantes de ambas as Corporações. “É de fundamental importância que tenhamos uma padronização nesse procedimento, uma vez que o atrito e divergências de interpretações de fatos ocorridos tem gerado muito conflito nas ruas de BH e interior, fato que deve ser evitado”, afirmou Denilson.

Veja o ofício com o estudo.